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Eu existo para você?

Exclusão de pessoas ou sentimentos gera dor e sofrimento no sistema familiar


O fotógrafo Masaru Emoto tornou-se mundialmente conhecido por seus experimentos envolvendo o poder dos pensamentos e das palavras no cotidiano. Um deles é o experimento do arroz. Emoto colocou um punhado de grãos em três potes diferentes aos quais atribuiu palavras de amor e gratidão, de ódio e indiferença, ignorando a existência de um deles.


Após um mês, o arroz que recebia palavras positivas começou a fermentar e manteve aparência agradável e forte aroma. O que era ofendido, escureceu. Finalmente, o arroz do pote ignorado havia mofado. A conclusão de Emoto sobre essa experiência foi a de que “a indiferença é a que faz o maior estrago”.


Esse mesmo raciocínio aplica-se aos sistemas familiares. Pessoas e sentimentos ignorados ao longo da vida – mesmo por gerações – são os que apresentam traumas muito profundos.


Uma das leis naturais da vida, segundo as Ordens do Amor, estabelecidas por Bert Hellinger, criador da constelação familiar sistêmica, é a de que todos têm o direito de pertencer. Quando alguém tem esse direito retirado ou violado, cria-se um emaranhado no sistema familiar, a partir do qual podem surgir inúmeros eventos de dor e sofrimento para os membros de uma geração ou das seguintes.


Infelizmente, nas relações familiares isso é bastante comum: filhos de relações extraconjugais ou de relações anteriores às atuais são excluídos pelos cônjuges ou por um dos pais, separações entre casais que obrigam os filhos a excluir ou o pai ou a mãe do seu coração, negar irmãos de relações diferentes, um amor do passado mal resolvido, abortos intencionais ou espontâneos em que os bebês são esquecidos pela família, os sofrimento dos ancestrais para a sobrevivência da família.


A dor dos excluídos pode ser assumida por um ou mais membros da família por meio de doenças psicossomáticas, desajuste ou desequilíbrio emocional, tendências a buscar relações fora do casamento ou a ter dificuldades de estar presente na própria família, repetindo o padrão de exclusão que clama para ser reintegrado ao sistema.


Ser visto é tão importante para a saúde física e emocional dos seres humanos que em uma tribo africana os integrantes dizem “sawubona” ao se encontrarem, cujo significado é “vejo você, você é importante para mim e eu te valorizo”. Em resposta, dizem “shikoba”, ou seja, “então eu existo para você”.


Pertencimento e exclusão são temas do Grupo de estudos e práticas terapêuticas de Consciência Sistêmica, cujos encontros ocorrem às quartas, das 19h30 às 21h30, e dos Workshops de Constelações Familiares, realizados mensalmente, aos sábados, das 13h às 20h30.


Venha conhecer e participar. Uma vida mais feliz e saudável está à sua espera!